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Fundação

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O nome Taquaritinga tem origem no tupi-guarani e significa “taquara branca e delgada”, tipo de vegetação comum na região da cidade.

Fundado em 8 de junho de 1868, com a doação de terras por proprietários rurais, liderados por Bernardino José de Sampaio, de uma área de sessenta e quatro alqueires encravada em uma propriedade denominada Fazenda Boa Vista, nas proximidades do Ribeirão dos Porcos. As terras, avaliadas Rs 180$000 (cento e oitenta mil réis), foram doadas a São Sebastião dos Coqueiros, porque havia abundância desta árvore frutífera na região.  O marco a partir do qual a doação de Taquaritinga foi feita é onde atualmente se encontra a Praça Dr. Waldemar d'Ambrosio (antiga Praça Centenário), embora ela não seja mais a referência para as medidas do perímetro urbano do município, sendo utilizada para esse fim desde 1992 a Praça 1º de maio.

Os doadores com as respectivas doações foram os seguintes: Bernardino José Sampaio e sua Senhora Francisca Olegário da Silva, 15 alqueires; Antonio Pais de Camargo e sua mulher dona Maria Antonieta de Ataíde, 8 alqueires; Manuel Luís de Sousa e sua mulher dona Ana Rita de Faria, 2 alqueires; José Joaquim Esteves e sua mulher dona Maria Umbelina de Jesus, 5 alqueires; Joaquim Pedro da Fonseca e sua mulher dona Rita Pereira Guimarães, 2 alqueires; Joaquim Pereira da Costa e sua mulher, dona Emerécia Anacleta de Jesus, 5 alqueires; Isaías Joaquim de Santana e sua mulher dona Francisca Maria de Jesus, 2 alqueires; dona Joaquina Maria do Espírito Santo, 6 alqueires; dona Gertrudes Florinda de Castro, 10 alqueires; João Ferreira da Costa, 4 alqueires; Joaquim Alves da Silva Leite e sua mulher dona Ana Luísa de Jesus, 5 alqueires..

O principal doador de terras que vieram a constituir o patrimônio de Taquaritinga foi Bernardino José de Sampaio. Nascido em 13 de novembro de 1831, em Araraquara, filho de Luís Caetano de Sampaio e Ana Teixeira de Camargo, Bernardino Sampaio teve 15 irmãos: José Luís, Joaquim Caetano, Francisco Caetano, Antînio Caetano, João Caetano, Filipe Caetano, Luís Caetano, Virgílio Caetano, Manuel Caetano, Ambrosina Caetano, Emiliana Caetano, Ana Caetano, Matilde Caetano, Cândida Caetano, Maria Luísa; foi casado com Francisca Olegária da Silva e não teve filhos conhecidos. Ele doou 15 dos 64 alqueires doados em 1868. Em 1870, já morava na Fazenda Paraguaçu, local em que iniciou a primeira cultura de café. Em 25 de julho de 1892, foi eleito o primeiro Juiz de Paz. Depois, em 22 de dezembro de 1892, foi eleito primeiro Presidente da Câmara. Faleceu em 22 de abril de 1896, aos 65 anos, sendo sepultado no dia seguinte. Seu corpo foi o primeiro a ser sepultado na atual necrópole..

Fato curioso ocorreu em 23 de agosto de 1902, quando o movimento monarquista tentou restaurar o regime no país para coroar o príncipe dom Luís de Orleans e Bragança. Em Ribeirãozinho, como era chamada a cidade na época, às três horas da manhã a cidade foi cercada, a delegacia foi tomada e seu delegado Virgilio Nogueira deposto, deixando Tomás de Mendonça como interino. A estação ferroviária foi tomada por Avelino Nogueira que então emitiu mensagens de telégrafo para diversos locais informando o fato. Dentre os monarquistas estavam Alberto Costa Osório de Sousa, Avelino de Negreiros, dr. Augusto de Castilho, dr. Eulógio de Matos Pitombo, coronel Gustavo Augusto de Morais, coronel João Ferreira de Castilho, João de Toledo Lara, Joaquim Mateus Correia, José Ferreira Leite, Leonardo Botelho, Pedro Paulo Correia, Tomás Sebastião de Mendonça, entre outros.

Duzentos homens armados aguardavam notícias do comando central na capital, quando no dia seguinte chegou um telegrama informando que o Governo Republicano não aceitara a notícia da revolta e havia preparado uma ação de contenção. No comunicado estava escrito: “Não venham mais. Revolta fracassou. Segue trem especial 400 praças”.

A restauração da monarquia na cidade ficou conhecida como Revolta de Ribeirãozinho e durou apenas um dia. Somente no município de Espírito Santo do Pinhal fato semelhante aconteceu.

A partir do final do século XIX e, sobretudo, nas primeiras décadas do século XX, a cidade recebeu grande influxo de imigrantes europeus meridionais. Os mais numerosos foram, de longe, os italianos, seguidos dos espanhóis e portugueses. A cidade também recebeu sírios e libaneses, algumas famílias de origem germânica, mas as principais minorias são formadas por Afro-descendentes, japoneses e pequena população vinda de outros Estados para o trabalho rural a partir da década de 1980.

No presente, é visível o predomínio da cultura sul-italiana, que é refletido não só no comportamento, mas também no comércio e relações de trabalho. O conservadorismo também é um traço cultural marcante, influência do predomínio da Igreja Católica, é observado não só nas relações interpessoais, mas também na arquitetura, nas atividades culturais e entretenimento.

Nomes:

Taquaritinga, desde sua fundação até se tornar comarca, já foi chamada de São Sebastião dos Coqueiros e Ribeirãozinho. Cada vez que seu nome foi trocado, houve um evento histórico, marcando a oportunidade.

Taquaritinga foi fundada com nome de Vila de São Sebastião dos Coqueiros, em 08 de junho de 1868, mas desde sempre era conhecida como Ribeirãozinho. Por isso, quando foi elevada para distrito do município de Jaboticabal, em 25 de julho de 1892, a população local se mobilizou para que este nome fosse adotado, o que ocorreu, assim permanecendo mesmo depois que houve sua elevação para município, em 16 de agosto de 1892, data de sua emancipação político-administrativa.

Quando foi para implantar a comarca, o Senado Estadual, que era o órgão atualmente correspondente à atual Assembléia Legislativa, passou a discutir sobre um novo nome para o município, pois “ribeirãozinho” é vocábulo inexistente. Renascença e Itatinga foram nomes cogitados, mas prevaleceu a opinião do senador estadual Inácio Uchoa (cargo hoje equivalente a deputado estadual), que defendeu o nome Taquaritinga, argüindo que seu significado em tupi guarani é taquara fina e delgada, representando então os taquaris que havia na fazenda de Bernardino José Sampaio, um dos fundadores da localidade. Este nome foi definitivamente adotado a partir de 25 de novembro de 1907.

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